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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

POEMA 5

Estava sentenciado
esse amor estava morto
nada era vivo
e crescia o ódio como musgo nas ruínas
O céu era helênico de junco
ou de golpes de misericórdia
e se vestiu de dúvidas desde então
O mundo cabia antes entre o silêncio
e largas madrugadas eram como beijos!
A realidade apenas persistia e a angústia fincava
Era como a verdade dos gritos ancestrais

Mas estava sentenciado
Essa dor, nosso passado
Não havia futuro e algo espreitava a casa
O desespero hoje presente em palavras
em gestos, desarmonia, desequilíbrio, terror
Agoniava a indiferença em nossas mãos
Meu corpo que antes ansiava teu universo
na época em que viver era um desejo
nas noites em que quase morri de amor
nos dias em que despertar era quimera

Mas estava sentenciado
esse amor estava morto
Nada era vivo e crescia a dor como erva pelos vale
sentenciado este amor estava morto
assim como mortos estávamos nos dois...

1 Comentários:

  • Querida Honey,
    Poema lindíssimo, composto de versos magníficos que tornam seu conteúdo envolvente e cativante!
    Adorei! Muito Belo! Meus parabéns!
    Um beijão dessa deu amigo metido a poeta!

    Por Blogger Carlos Rímolo, às 3 de dezembro de 2008 11:41  

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